‘Suicídio não é tema de sessão clínica!’: sobre tabus, peculiaridades e lacunas na formação médica pediátrica

Autores

  • Orli Carvalho da Silva Filho Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5268-6097
  • Luana Nogueira de Farias Moura Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1148-324X
  • Daniel Storti Netto Puig Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Faculdade de Ciências Médicas (FCM) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0285-0714
  • Mariana Tomasi Scardua Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Faculdade de Ciências Médicas (FCM) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8642-6229
  • Maria Cecília Souza Minayo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6187-9301

Palavras-chave:

Suicídio, Comportamento autodestrutivo, Pediatria, Residência médica, Grupos Focais

Resumo

A transição epidemiológica no Brasil vem provocando adaptações no cuidado de crianças e adolescentes. Essa Nova Pediatria tem a violência, as condições crônicas e complexas e a saúde mental como questões importantes, com destaque para o comportamento suicida por seu impacto clínico- -epidemiológico. Sendo críticos para a formação médica, os Programas de Residência Médica (PRM) em pediatria são espaços privilegiados para o entendimento de como essa especialidade tem se organizado e atuado clinicamente. Assim, objetivou-se compreender a percepção e o conhecimento dos médicos residentes em pediatria sobre o comportamento suicida na infância e na adolescência. Foi realizada pesquisa social, utilizado o método qualitativo, por meio da técnica de Grupos Focais (GF), a partir da qual participaram 44 médicos residentes de cinco PRM no Rio de Janeiro. A partir da análise de conteúdo, modalidade temática, três unidades de sentido se destacaram no debate provocado em cinco GF: O tabu do suicídio; Peculiaridades da assistência pediátrica: idealizações e conflitos; Lacunas formativas dos PRM em pediatria. Uma abordagem integral e adequada do comportamento suicida pelos pediatras demanda uma reorganização dos PRM, facilitando a superação de tabus e permitindo reflexões sobre os conflitos que fundam essa especialidade.

Publicado

2026-03-04

Como Citar

1.
da Silva Filho OC, Nogueira de Farias Moura L, Storti Netto Puig D, Tomasi Scardua M, Souza Minayo MC. ‘Suicídio não é tema de sessão clínica!’: sobre tabus, peculiaridades e lacunas na formação médica pediátrica. Saúde Debate [Internet]. 4º de março de 2026 [citado 30º de abril de 2026];50(especial 1). Disponível em: https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10911

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