‘Suicídio não é tema de sessão clínica!’: sobre tabus, peculiaridades e lacunas na formação médica pediátrica
Palabras clave:
Suicídio, Comportamento autodestrutivo, Pediatria, Residência médica, Grupos FocaisResumen
A transição epidemiológica no Brasil vem provocando adaptações no cuidado de crianças e adolescentes. Essa Nova Pediatria tem a violência, as condições crônicas e complexas e a saúde mental como questões importantes, com destaque para o comportamento suicida por seu impacto clínico- -epidemiológico. Sendo críticos para a formação médica, os Programas de Residência Médica (PRM) em pediatria são espaços privilegiados para o entendimento de como essa especialidade tem se organizado e atuado clinicamente. Assim, objetivou-se compreender a percepção e o conhecimento dos médicos residentes em pediatria sobre o comportamento suicida na infância e na adolescência. Foi realizada pesquisa social, utilizado o método qualitativo, por meio da técnica de Grupos Focais (GF), a partir da qual participaram 44 médicos residentes de cinco PRM no Rio de Janeiro. A partir da análise de conteúdo, modalidade temática, três unidades de sentido se destacaram no debate provocado em cinco GF: O tabu do suicídio; Peculiaridades da assistência pediátrica: idealizações e conflitos; Lacunas formativas dos PRM em pediatria. Uma abordagem integral e adequada do comportamento suicida pelos pediatras demanda uma reorganização dos PRM, facilitando a superação de tabus e permitindo reflexões sobre os conflitos que fundam essa especialidade.
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