Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, 2011- 2022: quais metas foram alcançadas?
Palabras clave:
Indicadores de doenças crônicas., Desenvolvimento sustentável, Avaliação em saúdeResumen
O Brasil firmou compromisso para a redução das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) mediante a implementação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT (2011–2022), que estabeleceu metas específicas de controle e prevenção. Objetivou-se avaliar o cumprimento das metas e projetar a redução da mortalidade por DCNT até 2030. Estudo avaliativo com dados provenientes da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para DCNT por Inquérito Telefônico e do estudo Carga Global de Doenças. Analisaram-se as taxas de mortalidade por DCNT e a prevalência de fatores de risco e proteção. Entre os indicadores monitorados, não foram atingidas as metas relativas à contenção do crescimento da obesidade (aumento de 15,1% em 2010 para 24,3% em 2023), à cobertura do exame preventivo de câncer do colo do útero (queda de 82,2% para 76,8%) e à redução da mortalidade por DCNT (queda anual média de apenas 1,4%). Todavia, observou-se aumento de 9,7% no consumo de frutas e hortaliças, com alcance das metas relativas à prática de atividade física, à redução do tabagismo e à realização de mamografias. As prevalências dos fatores de risco oscilaram ao longo do tempo, evidenciando a necessidade de monitoramento contínuo e ajustes nas estratégias de enfrentamento.
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