‘Rede Pode Falar’: escuta acolhedora e produção de sentidos de adolescentes na relação com a escola
Palavras-chave:
Escolas, Saúde mental, Adolescente, Narrativas pessoaisResumo
A pesquisa, de abordagem qualitativa e fundamentada no Construcionismo Social, analisou práticas discursivas dos adolescentes e jovens para compreender fatores psicossociais relacionados com o sofrimento psíquico em contextos escolares. Examinaram-se os atendimentos realizados via plataforma Weni Chats, módulo de atendimento humano do Canal Pode Falar, entre outubro e dezembro de 2024, a partir dos descritores ‘Bullying ou Cyberbullying’, ‘Preocupações com o futuro’ e ‘Procrastinação nos estudos’. Selecionaram-se 79 usuários, dos quais 6 foram submetidos ao estudo com base na Análise Temática, respeitando as diretrizes éticas. Emergiram três categorias: ‘Violência, meritocracismo e estigma’, ‘Precarização do laço social’ e ‘Fragilização no circuito de significação’. Os resultados apontam que os vínculos sociais são centrais na constituição subjetiva e no manejo do sofrimento. Nesses contextos marcados pela violência simbólica e ausência de escuta, o sofrimento tende a ser intensificado e silenciado. A pesquisa reforça a urgência de políticas intersetoriais que reconheçam o sofrimento como fenômeno social e proponham práticas institucionais que escutem adolescentes como sujeitos de direito, inclusive na construção de suas narrativas, com sua linguagem, promovendo saúde mental, reconhecimento e bem-viver. A experiência em um dos projetos vinculados à Rede Pode Falar evidenciou tanto os limites quanto as potencialidades da escola nesse processo.
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