Geografia da saúde: (re)visitando territórios em busca de profissionais que sabem-fazer com os pés no chão
Palavras-chave:
Saúde pública, Geografia, Inteligência artificial, Inteligência coletiva, InterseccionalidadeResumo
Debater a saúde coletiva sem examinar questões que atravessam os coletivos, sem que estes utilizem sua capacidade crítica, e, ao mesmo tempo, examinar políticas públicas referentes ao sistema universal de saúde sem questionar as suas contradições é fazer de conta de que não se está vendendo a realidade. Este ensaio, de abordagem qualitativa, propõe-se a buscar e desenhar conceitos, fazendo com que determinados campos do conhecimento se deixem atravessar por outras formas de exposição. Questiona práticas biodeterministas e aborda a zona de conforto de certos profissionais que encontram e propõem a interconexão entre reservatórios de conhecimento que ocorrem entre si. O objetivo deste ensaio, portanto, é refletir sobre a importância da interseccionalidade e da inteligência coletiva para a promoção da saúde no contexto territorial. Dessa maneira, busca discutir como essa aproximação pode contribuir para a melhoria das práticas de cuidados e promoção da saúde por meio de uma ciência de pés no chão e atenta aos múltiplos determinantes sociais da saúde-doença. Os tópicos apresentam aproximações teórico-conceituais das quais se conclui a importância de um olhar crítico para a forma como a medicina é exercida, como a tecnologia tem afetado processos diversos e como essas abordagens precisam ser repensadas.
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