Biodiversidade de carrapatos no bioma Cerrado e implicações na Saúde Única: um olhar panorâmico
Palabras clave:
Vetores, Mudanças climáticas, Doenças transmitidas, PatógenosResumen
O Cerrado ocupa 23,3% do território nacional, sendo o segundo bioma mais extenso do Brasil. As mudanças climáticas, o desmatamento e a expansão agrícola representam uma ameaça à biodiversidade dos biomas brasileiros, já que podem ampliar os incêndios no Cerrado. Esse bioma está entre os 25 ‘hotspots’ do planeta, ou seja, áreas com espécies endêmicas que sofrem perdas significativas de habitat. Em 2024, o Cerrado apresentou um ritmo de perda, associado ao desmatamento, de 1.786 hectares/dia. A degradação e as modificações do bioma favorecem o surgimento de doenças, principalmente aquelas com agentes transmitidos por vetores. Dentre as doenças que têm carrapatos como vetores, pode-se citar a Febre Maculosa Brasileira (FMB) de notificação compulsória pelo Ministério da Saúde desde 2001. A FMB é causada por bactérias pertencentes ao gênero Rickettsia, e os carrapatos, além de serem seus principais vetores, podem atuar como reservatório. A FMB apresenta progressão rápida e pode levar a óbito quando o início do tratamento é tardio. As mudanças climáticas podem afetar diretamente a taxa de reprodução de vetores e a distribuição de patógenos, o que pode contribuir para alterações do cenário epidemiológico no bioma Cerrado.
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