A comercialização de agrotóxicos e o modelo químico-dependente da agricultura do Brasil

Autores

  • Suellen Dayse de Moura Ribeiro Neris Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • Marília Siqueira de Teixeira Universidade de Pernambuco (UPE)
  • Idê Gomes Dantas Gurgel Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • George Tadeu Nunes Diniz Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Palavras-chave:

Agrotóxicos. Agricultura. Série temporal.

Resumo

Com o objetivo de analisar a comercialização de agrotóxicos no Brasil, suas regiões e estados, desenvolveu-se uma série temporal, entre 2000 a 2014. Foram utilizados os dados sobre vendas de agrotóxicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal. A comercialização de agrotóxicos foi calculada como o quociente da quantidade de ingredientes ativos, em quilogramas, e a área plantada das principais lavouras, em hectares, anualmente nos estados e regiões. Os programas Excel e R foram utilizados para processamento e análise dos dados. Para análise de tendência utilizou-se a regressão linear com nível de significância de 5%. Observou-se tendência à elevação da comercialização em todas as regiões do país no período (p<0,001), com o maior registro no Sudeste (4,88 kg/ha/ano), e o maior incremento nas regiões Norte e Nordeste. As maiores médias de vendas, em kg/ha/ano, ocorreram em São Paulo (8,43), Goiás (5,34) e Mato Grosso (4,92). O maior incremento de vendas por estado no período ocorreu no Acre (99,52%), Piauí (94,19%) e Distrito Federal (91,55%). Tornam-se imperativas medidas de regulação, fiscalização e normatização contra o agravamento da situação de saúde da população e contaminação do ambiente.

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Publicado

2022-07-04

Como Citar

1.
Neris SD de MR, Teixeira MS de, Gurgel IGD, Diniz GTN. A comercialização de agrotóxicos e o modelo químico-dependente da agricultura do Brasil . Saúde debate [Internet]. 4º de julho de 2022 [citado 2º de outubro de 2022];46(special 2 Jun):210-23. Disponível em: https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/5039