Metodologias sensíveis e colaborativas: desocultando resistências e lutas dos territórios vulnerabilizados no Cerrado
Palavras-chave:
Metodologias, Saúde, Cerrado, Povos indígenas, ComunidadesResumo
Objetivou-se analisar os limites e as possibilidades do uso de metodologias sensíveis e colaborativas a partir da experiência da Oficina de Trabalho Metodologias Sensíveis e Colaborativas de Pesquisa e Ação para Aprimoramento da Compreensão do Ecogenocídio no Cerrado, realizada em 2025 com representantes de povos originários e comunidades tradicionais do Cerrado, discutindo como essas práticas contribuem para a produção compartilhada do conhecimento, do fortalecimento territorial e da compreensão crítica do ecocídio no bioma. Participaram 29 pessoas, incluindo grupos de pesquisa da Fiocruz, representantes de povos originários, comunidades quilombolas, quebradeiras de coco, pescadores, movimentos sociais e integrantes de organizações da sociedade civil. O convite aos participantes foi realizado por meio de articulação com redes socioterritoriais já existentes e com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. Dentre os resultados obtidos, destacam-se o compromisso de continuidade das ações e o fortalecimento da articulação entre academia, comunidades e políticas públicas. Além disso, ressaltam-se como resultados: proposta de ampliação da participação de outros territórios e aprofundamento da troca de experiências para fortalecer as lutas em defesa do Cerrado; necessidade de realizar formações nos territórios; elaboração de protocolos de pesquisa; fortalecimento da comunicação popular; ações de valorização da memória dos povos originários e tradicionais.
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