Contexto de trabalho e satisfação profissional de enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família

Autores

  • Maria Mônica de Oliveira universidade estadual da paraíba
  • Dixis Figueroa Pedraza universidade estadual da paraíba http://orcid.org/0000-0002-5394-828X

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família, Condições de trabalho, Satisfação no emprego

Resumo

A pesquisa objetivou avaliar o contexto de trabalho e a satisfação profissional de enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família no Estado da Paraíba. Trata-se de um estudo transversal realizado com 50 enfermeiros de 34 municípios representativos de todas as gerências regionais de saúde do Estado. Obtiveram-se informações quanto ao perfil dos profissionais, estrutura das unidades de saúde, contexto de trabalho e satisfação profissional. Para o contexto de trabalho utilizou-se a Escala de Avaliação do Contexto do Trabalho, enquanto para apreender a satisfação profissional foram utilizadas perguntas adaptadas das dimensões satisfação e remuneração da metodolo­gia Great Place to Work. Em sua totalidade, os domínios concernentes à estrutura das unidades de saúde, ao contexto de trabalho e à satisfação profissional auferiram avaliações satisfatórias. Entretanto, constataram-se deficiências, principalmente na organização do trabalho. Não houve diferenças ao se comparar equipes convencionais e do Programa Mais Médicos. Correlações importantes e significativas foram observadas entre o contexto de trabalho e suas subdimensões com a satisfação profissional. Esta pesquisa evidencia condições críticas de organização do trabalho que influenciam negativamente a satisfação profissional, com problemas na gestão do processo de trabalho que focam o aumento da produtividade.

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Publicado

2022-05-29

Como Citar

1.
Oliveira MM de, Pedraza DF. Contexto de trabalho e satisfação profissional de enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família. Saúde debate [Internet]. 29º de maio de 2022 [citado 12º de agosto de 2022];43(122 jul-set):765-79. Disponível em: https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/1843