As relações entre corporação médica e bolsonarismo durante o governo Bolsonaro (2019 a 2022)
Palavras-chave:
Medicina, Sociedades médicas, Fascismo, Pandemia, Covid-19Resumo
O bolsonarismo é um movimento e ideologia neofascistas resultados da crise de hegemonia, cuja base social radica na alta classe média, reproduzindo-se também na categoria médica com a emergência de uma corrente neofascista na luta contra o Programa Mais Médicos entre 2013 e 2018. O objetivo aqui é descrever as relações da categoria médica e suas principais entidades – Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB) – com o bolsonarismo durante o governo Bolsonaro (2019- 2022), identificando as contradições entre as correntes políticas que disputam a hegemonia do movimento médico. Trata-se de pesquisa qualitativa de caráter descritivo e exploratório nos marcos do materialismo histórico e dialético. As técnicas específicas de coleta de dados foram as pesquisas bibliográfica e documental e a Observação Direta Intensiva assistemática, participante, individual e na vida real. Já enquanto técnica de análise de dados, utilizaram-se a Condensação de Significado e a Hermenêutica-Dialética. Na fase pré-pandêmica, observou-se um movimento centrípeto das entidades médicas dirigidas pelas correntes bolsonarista e neoliberal em seu apoio ao governo federal. Posteriormente, as contradições geradas pela condução negacionista da pandemia motivaram fraturas entre AMB e CFM e destas com suas bases, disjuntiva que perdura até hoje.
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