Uma abordagem da saúde indígena no Cerrado: os Inỹ Karajá em foco
Palavras-chave:
Saúde indígena, Direitos à saúde, Determinantes sociais da saúde, Medicina tradicionalResumo
O cenário sanitário das populações indígenas brasileiras reflete violações históricas que ainda impactam seus indicadores de saúde. Este estudo analisa os Inỹ Karajá, etnia do Cerrado goiano, com enfoque nas barreiras ao acesso à saúde. A pesquisa, de caráter interdisciplinar, evidencia obstáculos estruturais e territoriais que comprometem a efetivação de políticas públicas equitativas. Localizados em Aruanã/GO, os Inỹ Karajá enfrentam dificuldades, como a distância até os postos de atendimento e a dependência de transporte fluvial. O Distrito Sanitário Especial Indígena Araguaia, responsável pela região, possui infraestrutura limitada e alta rotatividade de profissionais, o que resulta em atendimento fragmentado. Entre os principais agravos de saúde, estão doenças respiratórias, tuberculose, hipertensão e diabetes, agravados pela covid-19, que intensificou a vulnerabilidade alimentar e sanitária. O estudo destaca a urgência de políticas públicas que integrem saberes tradicionais e medicina ocidental, garantindo cuidado territorializado e culturalmente sensível. A melhoria da infraestrutura, a presença contínua de profissionais nas aldeias e a gestão indígena no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena são essenciais para reduzir as iniquidades e fortalecer o bem-viver indígena.
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