Violações de direitos e impactos à saúde: as violências contra os povos do Cerrado
Palavras-chave:
Povos indígenas, Comunidades rurais, Violência social, Saúde e ambiente, MapasResumo
O ensaio examina como os povos originários e as comunidades tradicionais do Cerrado têm seus direitos territoriais, sociais e à saúde violados em contextos de conflitos ambientais marcados pela violência. O objetivo é analisar a relação entre injustiças ambientais e impactos na saúde dessas populações, evidenciando as múltiplas dimensões da violência. A pesquisa utilizou como referência relatos publicados pelo ‘Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil’, selecionando ‘casos paradigmáticos’, como os dos Guarani e Kaiowá/MS, Guajajara e Awá-Guajá/MA, o Território Quilombola Kalunga/GO, a Fazenda Estrondo e a luta pela água em Correntina/BA e a Hidrovia AraguaiaTocantins (PA/TO). Ao corpus documental, foi aplicada uma metodologia de análise qualitativa de conteúdo. As principais conclusões a partir dos conflitos apresentados indicam que as violências coletivas, socioambiental, física, institucional e simbólica atuam como estratégia de inviabilização dos modos de vida tradicionais, impulsionadas por interesses do agro e hidronegócio, mineração e outros setores. Os casos também evidenciam a precariedade do acesso à saúde, a perda territorial e a necessidade urgente de políticas públicas que considerem as especificidades desses povos.
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