Política Nacional de Atenção Básica (2006-2026): camadas de indução e agenda futura

Autores

  • Aline Gonçalves Pereira Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Gabinete da Secretaria de Atenção Primária à Saúde – Brasília (DF), Brasil.
  • Dirceu Ditmar Klitzke Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Departamento de Estratégias, Acreditação e Componentes da Atenção Primária à Saúde (Deaps) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0009-0008-0138-9253
  • Ana Cláudia Cardozo Chaves Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Departamento de Saúde da Família (Desf) – Brasília (DF), Brasil.
  • Hannah Carolina Tavares Domingos Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Gabinete da Secretaria de Atenção Primária à Saúde – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5918-9333
  • Ana Júlia Tomasini Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Departamento de Estratégias, Acreditação e Componentes da Atenção Primária à Saúde (Deaps) – Brasília (DF), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7900-8878
  • José Félix de Brito Júnior Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Departamento de Saúde da Família (Desf) – Brasília (DF), Brasil.
  • Luciana Gonzaga de Oliveira Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Gabinete da Secretaria de Atenção Primária à Saúde – Brasília (DF), Brasil.

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Política de saúde, Sistema Único de Saúde, Equidade em saúde, Continuidade da assistência ao paciente

Resumo

Este estudo qualitativo analisa a trajetória da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) no Brasil entre 2006 e 2026, articulando revisões normativas, instrumentos de indução, condicionantes político-fiscais e emergências em saúde pública. Realizou-se uma análise documental de atos federais e de documentos institucionais, complementada por uma síntese narrativa da literatura. As ‘camadas de indução’ foram definidas como conjuntos incrementais de instrumentos regulatórios, financeiros, organizacionais, informacionais e relacionais que operacionalizam a Atenção Primária à Saúde (APS). Os documentos foram classificados em dez dimensões: organização do cuidado; atuação profissional; modalidades assistenciais; saúde bucal; equidade; provimento e formação; infraestrutura e transformação digital; cofinanciamento; gestão e governança; relações, participação e corresponsabilização; e resposta a emergências. Os resultados indicam a permanência da PNAB como norma- -núcleo, acompanhada de processos de adição e conversão institucional. A revisão de 2017 ampliou a flexibilidade organizativa em contexto de restrição fiscal, enquanto instrumentos posteriores intensificaram a indução por cofinanciamento, informação e equidade. Conclui-se que a agenda futura depende da coerência entre cofinanciamento, força de trabalho, coordenação regional, transformação digital, continuidade do cuidado e proteção dos atributos da APS

Publicado

2026-10-08

Como Citar

1.
Pereira AG, Klitzke DD, Chaves ACC, Domingos HCT, Tomasini AJ, Brito Júnior JF de, et al. Política Nacional de Atenção Básica (2006-2026): camadas de indução e agenda futura. Saúde Debate [Internet]. 8º de outubro de 2026 [citado 8º de outubro de 2026];50(151 out-dez). Disponível em: https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/11825

Edição

Seção

Artigo Original

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito