Nas dobras do tempo: enfermagem, colonialidade e caminhos especulativos
Palavras-chave:
Enfermagem, Colonialidade, População negra, Ensaio, AntirracismoResumo
Este ensaio propõe uma reflexão sobre a história da enfermagem e as bases coloniais que atravessaram sua profissionalização, destacando como esses legados moldaram, e ainda moldam, saberes, práticas e subjetividades. O objetivo central é compreender os impactos da colonialidade na constituição da enfermagem moderna brasileira. Argumenta-se que reconhecertais heranças exige muito mais do que adesões discursivas. Requer compromisso ético e político com o enfrentamento das desigualdades raciais, com o resgate da memória e com a defesa de políticas de cuidado e reparação histórica. A perspectiva ensaística de Jorge Larrosa orienta este texto ao compreender o ensaio como exercício reflexivo sobre si, sobre o mundo e sobre as relações sociais, abrindo possibilidades para imaginar outros caminhos para a formação e a prática profissional. Em diálogo com intelectuais contracoloniais e do Sul Global, o texto tensiona a história da profissão, problematiza o colonialismo e a colonialidade e oferece reflexões sobre modos de reimaginar e especular futuros para a enfermagem.
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