Excesso de peso e obesidade: tendência na população residente no município do Rio de Janeiro
Palavras-chave:
Obesidade, Inquérito epidemiológico, Promoção da saúde, Vigilância em saúde públicaResumo
Estudo ecológico de série temporal, realizado entre 2006 e 2021, com dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. O objetivo foi analisar a tendência de excesso de peso e obesidade entre adultos (≥ 18 anos) residentes no município do Rio de Janeiro. Para a análise temporal, aplicou-se o modelo de Prais-Winsten, utilizando o software Stata versão 13. Observou-se tendência crescente da prevalência de excesso de peso em diversos grupos, sobretudo entre pessoas com 65 anos ou mais (APC: 1,18%; IC 95%: 0,78-1,59), pretos e pardos (APC: 14,12%; IC 95%: 4,73-24,35) e com maior escolaridade (APC: 2,87%; IC 95%: 2,18-3,57). Quanto à obesidade, houve tendência decrescente na faixa etária de 65 anos ou mais (APC: -1,7%; IC 95%: -2,59-0,81) e crescente entre indivíduos com 12 anos ou mais de estudo (APC: 3,25%; IC 95%: 1,77-4,75), pretos e pardos (APC: 11,29%; IC 95%: 2,08-21,34) e solteiros (APC: 2,60%; IC 95%: 1,36-3,86). Os resultados indicam que o excesso de peso e a obesidade continuam sendo desafios relevantes para a saúde pública, exigindo estratégias amplas de promoção da saúde e redução da prevalência dessas condições.
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