As influências da raça/cor nos desfechos obstétricos e neonatais desfavoráveis

  • Vanessa Cardoso Pacheco Associação Educacional Luterana Bom Jesus (Ielusc), Curso de Graduação em Enfermagem Bom Jesus – Joinville (SC), Brasil. Secretaria Municipal de Saúde de Joinville – Joinville (SC), Brasil.
  • Jean Carl Silva Maternidade Darcy Vargas – Joinville (SC), Brasil. Universidade da Região de Joinville (Univille) – Joinville (SC), Brasil.
  • Ana Paula Mariussi Universidade da Região de Joinville (Univille) – Joinville (SC), Brasil.
  • Monica Roeder Lima Universidade da Região de Joinville (Univille) – Joinville (SC), Brasil.
  • Thiago Ribeiro e Silva Universidade Positivo – Curitiba (PR), Brasil.
Palavras-chave: Desigualdades em saúde. Equidade em saúde. Grupo étnico. Resultado da gravidez. Recém-nascido.

Resumo

Trata-se de um estudo transversal, que avaliou as influências da raça/cor nos desfechos obstétricos e neonatais desfavoráveis. Foram construídos modelos de regressão logística para cálculo de razão de chance e exame do risco materno e neonatal. As gestantes negras prevaleceram com significância estatística entre aquelas com baixa escolaridade, hipertensão prévia, três ou mais filhos vivos e com ocupação. As gestantes negras não apresentaram maior risco nos desfechos desfavoráveis. A raça/cor não se comporta como um marcador genético ou biológico, mas como construto social, que pode influenciar as condições de saúde enquanto determinante social.

Publicado
2018-03-31
Como Citar
Pacheco, V., Silva, J., Mariussi, A., Lima, M., & Silva, T. (2018). As influências da raça/cor nos desfechos obstétricos e neonatais desfavoráveis. Saúde Em Debate, 42(116), 125-137. Recuperado de http://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/781
Seção
Artigo Original