PRORROGAÇÃO DA CHAMADA DE ARTIGOS PARA O NÚMERO ESPECIAL DA REVISTA SAÚDE EM DEBATE ‘DESENVOLVIMENTO, DESASTRES E EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA'

15-05-2019

PRAZO PRORROGADO PARA 29 DE SETEMBRO DE 2019.

Esta chamada é destinada a compor um número especial da revista Saúde em Debate dedicado ao tema Desenvolvimento, Desastres e Emergências em Saúde Pública, no âmbito nacional e internacional. O objetivo é divulgar o conhecimento científico produzido por pesquisas desenvolvidas nos diferentes campos do conhecimento com interfaces com o tema no âmbito da Saúde Coletiva.

 No início do século XXI iniciou-se uma tendência internacional de maior aproximação e integração das agendas relacionados ao desenvolvimento sustentável envolvendo os temas relacionados à Redução de Riscos de Desastres (RRD) e às Emergências em Saúde Pública (ESP).

 Em 2002, no marco de proposição das Funções Essenciais da Saúde Pública (FESP), sistematizado pela Organização Pan-americana da Saúde, a Redução do Impacto das Emergências e Desastres em Saúde surge como a décima primeira de todas as onze FESP. Em 2005 dois novos marcos internacionais das Nações Unidas reforçam essa tendência. O primeiro, relacionado às emergências em saúde pública (Regulamento Sanitário Internacional na Organização Mundial da Saúde - OMS) e o segundo aos desastres (Marco de Ação de Hyogo na Estratégia Internacional de Redução de Desastres – EIRD – 2015-2015), ambos de 2005.

 A maior convergência entre as agendas envolvendo os temas relacionados ao desenvolvimento, as ESP e a RRD ganham força na Agenda Pós-2015, com o tema da RRD proposto no Marco de Sendai (2015-2030) se conectando aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (os ODS para 2015-2030).

 Na relação ESP e RRD o Marco de Sendai trouxe três mudanças importantes. A primeira foi a expansão da definição de desastres, incluindo as envolvendo as emergências em saúde pública definidas no RSI (biológicas, químicas e radioativas/radiológicas). A segunda foi reconhecer o setor saúde como contribuinte e beneficiário das estratégias de Redução de Riscos de Desastres (RRD), com o aumento do número de referências diretas ao setor saúde. Essas duas mudanças se encontram bem expressas nos Princípios de Bangkok para implementação dos aspectos de saúde para RRD 2015-2030 no Marco de Sendai.  A terceira foi incorporar as mudanças climáticas como um potencial de ampliar e agravar os riscos de desastres e de emergências em saúde pública, em sintonia com o Acordo de Paris, de 2015.

 A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável constitui um passo importante de ampliação dessa agenda, conectando os temas do desenvolvimento, da RRD e das ESP. O ODS 3, aponta para a necessidade de “Reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde” para assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades. Os ODS 1 (acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares), ODS 2 (acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável), ODS 6 (assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos), ODS 9 (construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação), ODS 11 (tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis) e ODS 13 (tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos) estabelecem metas que relacionam diretamente com os processos de determinação social e ambiental dos riscos de emergências em saúde pública e desastres.

 Considerando os cenários que envolvem desastres de origem natural (inundações, deslizamentos de terras, ciclones, secas, entre outros) ou tecnológica (os das empresas Samarco e Vale em Mariana e Brumadinho respectivamente) e emergências em saúde pública (influenza, zika, febre amarela, ebola, entre outras), o objetivo desse número especial da revista Saúde em Debate é divulgar o conhecimento científico produzido por pesquisas desenvolvidas nos diferentes campos do conhecimento com interfaces com o tema no âmbito da Saúde Coletiva. Serão priorizados textos que ao trabalhar com temas relacionados aos desastres e\ou emergências em saúde pública considerem os mesmos na sua interface e relação com os processos de desenvolvimento nos seguintes eixos temáticos:

  1. Determinação social e ambiental dos desastres e/ou emergências em saúde pública;
  2. Impactos dos desastres e/ou emergências em saúde pública sobre à saúde das populações;
  3. Políticas de redução de riscos de desastres e/ou emergências em saúde pública;
  4. Governança para a redução de riscos de desastres e/ou emergências em saúde pública;
  5. Atenção e cuidado em saúde em situações de desastres e/ou emergências em saúde pública;
  6. Vigilância em saúde e prevenção em situações de desastres e/ou emergências em saúde pública;
  7. Prevenção dos riscos atuais e futuros de desastres e/ou emergências em saúde pública;
  8. Mitigação de riscos de desastres e/ou emergências em saúde pública através de sistemas de alerta, preparação e respostas;
  9. Recuperação da saúde e reconstrução das condições de vida e trabalho pós situações de desastres e/ou emergências em saúde pública.

 Aceitam-se artigos inéditos resultantes de pesquisas individuais ou de grupos, de dissertações de mestrado acadêmico ou profissional, de teses de doutorado de alunos de Programas de Pós-Graduação nacionais ou internacionais, em desenvolvimento e/ou desenvolvidos, nos últimos cinco anos.

 Serão publicados no máximo três artigos por autor, sendo apenas um como autor principal. Artigos aprovados e não incluídos no número especial poderão ser publicados em números regulares da revista.

 O processo de avaliação seguirá os mesmos procedimentos utilizados para os números regulares, explicitados nas normas da revista.

 A submissão dos artigos deve ser feita no site da Saúde em Debate http://www.saudeemdebate.org.br/. Para a redação do artigo devem-se seguir as normas técnicas da revista disponíveis no site.

 No formulário de cadastro do artigo, em “Comentários para o editor”, informar que o artigo está sendo submetido para o número especial “Desenvolvimento, Desastres e Emergências em Saúde Pública” e indicar um dos eixos temáticos a ser publicado.

 O prazo de submissão dos artigos se encerra em 01/09/2019.

PRAZO PRORROGADO PARA 29 DE SETEMBRO DE 2019.

 Cordialmente,

 Comitê Editorial.